Espectroscopia de Infravermelho é hoje no Brasil uma ferramenta pouco usada no dia a dia e avaliação de problemas, homologações e identificação de materiais na industria de transformação de plásticos.

Posted by – 12 de novembro de 2014

Espectroscopia de Infra-Vermelho – FTIR, é hoje no Brasil uma ferramenta pouco usada no dia a dia na avaliação de problemas, análise de contaminação, homologações e identificação de materiais na industria de transformação de plásticos e sua relação com sistemistas, montadoras e na produção seriada em geral.

Restrita às Universidade e aos fabricantes de polímeros rotineiramente, embora varias montadoras e sistemistas possuam o equipamento, a espectrofotometria de infravermelho, é o método mais sensível e versátil para acompanhar modificações químicas em um material polimérico. Este método detecta os movimentos vibracionais das ligações químicas do composto que está sendo analisado. Como cada grupo químico absorve a energia vibracional de um valor específico, é possível diferenciá-los pelo espectro de infravermelho. Além disso a técnica fornece informações sobre as interações entre esses grupos químicos.

Dessa maneira a espectroscopia no infra-vermelho via FTIR oferece uma gama de recursos para ensaios não-destrutivos de polímeros bastante interessante. Esta técnica permite ao usuário uma flexibilidade de uso abrangente, pois pode utilizar a própria peça ou material com problema diretamente ou imediatamente seu processamento, ou seja a caracterização em situ e em tempo real. Aliado a isso existem variações da técnica, como ATR que permite a caracterização imediata para evitar contaminações, uso em separações de materiais na industria de reciclagem, etc, ou seja uma solução de teste verdadeiramente não-destrutiva, alem das avaliações para acompanhamento de degradação oxidativa, que em uma das técnicas, usa-se o índice de carbonila ou hidroperóxidos, fundamental para avaliar a eficiência de estabilização de polímeros e suas consequências na solidez da cor a luz por exemplo e envelhecimento natural. Alem de associações a outras técnicas como DSC/TGA e/ou a espectrometria de massa. O seu cálculo é simples e está baseado no fato que a absorbância é proporcional à concentração da espécie que absorve, segundo a Lei de Beer.

Dessa maneira quando eu digo que é pouco usada no dia a dia, reflito que na preparação ou desenvolvimento de materiais para projetos e desenvolvimentos, os materiais são caracterizados, em geral pelos fabricantes de polímeros, raramente algumas normas de montadoras exigem a caracterização via Espectroscopia no Infra-Vermelho, o que na prática implica que a amostra original no desenvolvimento nem sempre se mantém com o passar dos lotes, exemplos disso podem ser dados quando acontecem: mudança no fabricante de aditivo quer seja primário ou secundário ou estabilização UV, etc., mudança de fabricante de master batch, mudança no pigmento da cor, até o próprio fornecedor da resina base, quer por razões econômicas, quer por razões técnicas, enfim. Assim, talvez nas relações já conturbadas pelo viés econômico, com constantes reajustes que não são digeridos pelas montadoras, possam se estabilizar as relações técnicas advindas de chamados de problemas de que material “não esta bom”! A simples apresentação da “impressão digital” do material já iria dirimir uma parcela considerável da “culpa” do material da razão da suspeita do problema, ou seja o que foi homologado é o que esta sendo fornecido.

Pode parecer um tiro no pé aos fabricantes de compostos e afins, mas os gastos com viagens, almoços, testes e re-testes, discussões internas, discussões com o cliente, etc., tentando mostrar que o material “não foi modificado”, não compensa e é superior a usar o material homologado como foi especificado, testado e aprovado.

Programas de treinamentos da Polilab Consultoria

Posted by – 9 de abril de 2012

Quero divulgar os programas de treinamento da Polilab Consultoria.

A Polilab Consultoria através de seus cursos, pretende com que o colaborador da empresa evolua no conhecimento de modo diferenciado, para isso, disponibiliza planos personalizados e adequado ao setor da empresa.

O objetivo dos cursos é a capacitação do colaborador, com isso ampliar visão do negócio e da capacidade de trabalho; melhorar relacionamento (networking) e agregar valor ao produto.

O principal é o desenvolvimento humano que adquire-se quando evolui-se em qualquer tipo de aprendizado.

Os cursos preparados são:

- Avaliação do Ciclo de Vida do Produto, conceitos e aplicações
- Reciclagem de Plásticos, Biodegradáveis e Ciclo de Vida do Produto
- Tecnologia dos Polímeros com ênfase para indústria automotiva
- Desenvolvimento de Projeto de Peças Plásticas na Indústria Automotiva & Ecodesign
- Análise Térmica – Conhecimentos básicos e práticas para caracterização de polímeros

Palestras:

- ACV & Sustentabilidade
- Fundamentos de Projeto em Peças Plásticas & Ecodesign

Já estão preparados e calendarizados os seguintes cursos

Pela ABPol – Associação Brasileira de Polímeros – Avaliação do Ciclo de Vida do Produto com Foco em Polímeros, mais informações em:

http://www.abpol.com.br/curso2012-02.php

O curso vai ser em São Paulo – SP no endereço da DPUNION – Rua Monsenhor Basílio Pereira, 50, Jabaquara.

Vai ser realizado em 13 e 14 de junho de 2012, das 08h as 17h30

Os custos são

Associado da ABPol – R$ 750,00, Não Associado – R$ 950,00,
Estudante associado – R$ 400,00 e Estudante não associado – R$ 500,00

A Inscrição dará direito ao coffee break, a um Cd com o conteúdo do curso e um certificado.

Pela SAE – Society of Automotive Engineers Brasil – Tecnologia dos Polímeros, mais informações em:

http://www.saebrasil.org.br/eventos/agenda/cursos2012_10.asp?codigo=159

O curso vai ser em São Paulo – SP no Auditório Santos Dumont – SAE BRASIL – Av. Paulista, 2073 – Edifício Horsa II – Conjunto 1003 – Bairro Cerqueira César

Vai ser realizado em 18 e 19 de julho de 2012, das 08h as 18h

Os custos são

Não Associado até 04/07 – R$ 940,00; depois dessa data – R$ 1.045,00
Associados SAE BRASIL, Associado Sindipeças, Empresas Certificadas IQA até 04/07 – R$ 753,00; depois dessa data – R$ 836,00
Estudante Associado SAE BRASIL até 04/07 – R$ 376,00 depois dessa data – R$ 418,00

Em ambos os cursos é possível fazer a inscrição on line nos sites indicados.

Quanto aos demais cursos existe uma programação sendo desenvolvida para oferecer como curso aberto pelo Instituto Eccen – www.institutoeccen.org.br, e será divulgada em breve.

Para cursos In Company é só me contatar via email: fernando.novaes@polilab.com.br ou pelo telefone: 011 9688 8841.

Conhecendo melhor a SPE – Society of Plastics Engineers – Seção Brasil

Posted by – 16 de março de 2012

Quero apresentar e divulgar aqui no blog a SPE – Society of Plastics Engineers – Seção Brasil.

A sociedade foi criada em 1996, tendo como seu maior incentivador e fundador o alemão mais soteropolitano que existe, o Engº Ernst Spieth, hoje nosso sócio benemérito, remido e Presidente de Honra Eterno, claro uma brincadeira que acaba tornando-se séria, na medida e da maneira que ele incentiva e participa da associação até hoje.

A SPE tem como principal objetivo, promover o conhecimento da tecnologia do plástico e polímeros e congregar profissionais das áreas afins para livre discussão, negócios e troca de informações, além de um excelente  convívio social.

A SPE é uma associação sem fins lucrativos, que tem como foi dito o lema, “Promoting the Scientific and Engineering Knowledge of Plastics“, sua sede fica em Brookfield, CT, nos Estados Unidos. No Brasil ainda não temos sede própria e as reuniões ocorrem com a contribuição hoje da Editora Aranda em sua sede na Rua Olga em São Paulo ou em um local previamente agendado, com seminários e apresentações.

Alem da divulgação quero é convidar a todos a se associarem ou renovarem sua assinatura, participar de nossas reuniões, iniciar um student chapter em sua universidade e fazer parte da comunidade de plásticos SPE no Brasil e no mundo.

Gestão da SPE Brasil 2012

Antes de apresentar os dirigentes da Seção, gostaria de através do nosso Presidente em Exercício, homenagear nossa Presidente Ângela Maria Brighenti que faleceu em novembro de 2011.

Engenheira de Materiais pela Universidade Federal de São Carlos, exerceu toda a sua carreira atuando em desenvolvimento de produto, processamento e aplicação de polímeros, ocupando Diretoria e Conselho em empresas nacionais e internacionais.

Ultimamente Ângela estava empenhando-se em promover idéias e atividades ligadas a  sustentabilidade e reciclagem.

Desde que ela associou-se a SPE em 1990 – era o segundo membro titular mais antigo da Seção – contribuiu com seu conhecimento no cargo de Secretária e Presidente, bem como representando a Seção do Conselho da SPE.

Trabalhar em conjunto com Ângela foi uma grande experiência, devido a sua competência técnica, combinada com um agradável personalidade.

Nossas homenagens portanto a companheira que se foi.

Presidente em exercício

Mariano A Bacellar Neto
Empresa: INNAC
mbacellar@innac.org.br

Tesoureiro
Julio Harada
Empresa: BASF
Julio.harada@basf.com

Secretário em exercício
Antonio Rodolfo Júnior
Empresa: Braskem
antonio.rodolfo@braskem.com.br

Conselheiro na SPE International
Fernando José Novaes
Empresa: Polilab Consultoria
fernando.novaes@polilab.com.br

O melhor da SPE

No wesite da SPE – www.4spe.org, você terá a sua disposição pela The Society of Plastics Engineers, contato com 20.000 profissionais da área de plástico em mais de 70 países, alem do principal, informações técnicas disponíveis em diversos meios, livros com descontos atrativos, participação nas comissões técnicas e comissões temáticas, descontos em seminários no Brasil e Exterior, alem da Antec, um dos maiores congressos de conhecimento de polímeros no mundo.

Saiba mais sobre a ANTEC / NPE 2012

Aconterá de 2 a 4 de abril de 2012 a Antec juntamente com a NPE
Orange County Convention Center
Orlando, Florida USA

Saiba mais em: http://bit.ly/A635D9 e fique por dentro da maior conferência sobre tecnologia de plásticos dos Estados Unidos e uma das maiores do mundo.

Torne-se um membro associado

Para obter os benefícios ligados ao conhecimento do plástico, alem de fazer uma fantástica network, você deve preencher online o application form que pode ser obtido no website da SPE em: http://www.4spe.org/membership , com isso voce passa a ter imediato acesso a todos os atrativos e os descontos a que tem direito alem de receber em sua casa a Plastics Engineering Magazine – Society of Plastics Engineers (SPE) Technical Resources & Publications, que proporciona atualização das noticias do mundo do plástico, alem de artigos técnicos.

Associe-se já e torne-se um membro da SPE – Society of Plastics Engineers

As reuniões da SPE Brasil são trimestrais e sempre acompanhadas de uma Minitec – Palestras gratuitas sobre temas atuais e inovadores.

SPE Seção Brasil na rede

Você também pode interagir com todos através do Linkedin em seu grupo: http://www.linkedin.com/groups?gid=2235986&trk=myg_ugrp_ovr e na SPE através do seu grupo : http://www.linkedin.com/groups?gid=857357&trk=myg_ugrp_ovr

Muito bem, agora que você já conhece a SPE e sabe como tornar-se membro, faça já sua inscrição e participe ativamente desse mundo do plástico.

Saúde e sucesso!

São Paulo e setor produtivo paulista assinam termo de responsabilidade pós-consumo

Posted by – 16 de março de 2012

O governador Geraldo Alckmin participou nesta terça-feira, 28 de fevereiro, da assinatura de Termos de Compromisso Setoriais de Resíduos Sólidos entre a Secretaria do Meio Ambiente, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e representantes paulistas dos setores produtivos responsáveis pelos resíduos pós-consumo de embalagens plásticas de óleos lubrificantes, de embalagens de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, de materiais de limpeza e afins, de embalagens de agrotóxicos e de pilhas e baterias portáteis.

Veja toda a informação em: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=217849

Jovens Falcões

Posted by – 10 de dezembro de 2011

A juventude como transformação, entre outras coisas!

Relação entre sustentabilidade e o custo na indústria de injeção

Posted by – 9 de dezembro de 2011

Divulgo hoje o material apresentado no Seminário SmartTech em março desse ano relativo a custos de injeção. No caso faço uma correlação entre a sustentabilidade dos processos envolvidos e o custo de produção, em outras palavras, a relação necessária ou mais otimizada para reduzir ou otimizar custos nos processos de injeção.

Lembro que esse material é de propriedade da Polilab Consultoria, caso você queira reproduzir ou realizar esse seminário na sua empresa entre em contato.

Boa leitura!

Saúde e sucesso

O uso correto de aditivos para peças plásticas

Posted by – 6 de dezembro de 2011

A necessidade constante e minha vivência, tanto em projeto como em formulação de materiais para a indústria automotiva me motivaram a escrever esse post. Em geral a combinação de interesses e falta de tempo no projeto, levam a supervalorização do produto numa tentativa de “proteção” contra o futuro, o que acaba encarecendo o produto não nos tornando competitivos.

Materiais plásticos com o passar do tempo e em função do seu uso contínuo, em geral sofrem rapidamente os efeitos da temperatura, luz, tensões mecânicas tanto de cisalhamento quanto de carregamento ou estresse, alem de outras energias.

O uso de aditivos vem auxiliar ou suportar o material a resistir e prolongar a vida útil da peça ou produto, mantendo-o por mais tempo e em condições operacionais e visuais a sua condição de usabilidade e função, recurso também pouco usado em reciclabilidade e sua recuperação de propriedades o que em outra ocasião falaremos mais.

Num ambiente de oxigênio e calor e outras fontes de energia, os aditivos específicos são usados para combater a degradação durante seu processamento e uso e posteriormente, dependendo da necessidade, sua capacidade de manter a cor e a resistência a luz e/ou calor.

O uso correto de aditivos passa por requisitos de projetos nem sempre adequados ao uso da peça ou produto. Quando atentamos para peças plásticas, muitas vezes nos deparamos no projeto ou na especificação, com super exigências de função que não são compatíveis ao uso da peça ou produto.

As exigências de função, em geral não passam por um processo seletivo na hora da especificação, ou seja, são pouco testados em campo e na sua função e uso específico, fazendo com que quem produz a peça, passe a “superaditivar” o produto e consequentemente fazer com que encareça e fique “desnecessariamente” protegido, quando na verdade poderia ser mais adequado se sua função fosse determinada e testada corretamente.

Não raras as vezes peças de exposição interna em automóveis por exemplo, são solicitadas ou especificadas de forma como se fossem ficar em exposição constante ao sol e calor continuamente, a impressão que se tem é que ou se superestimam em função do projeto ter sido feito fora, ou desenho da peça veio de fora, e “acham” que a proteção será insuficiente, ou existe um desconhecimento básico de que há aditivos específicos e especializados para a aplicação.

Outra maneira de se “supervalorizar” a peça é solicitar que resistências a longo períodos de exposição ao calor sejam supervalorizados, quando na verdade as solicitações são mais brandas e por consequência a aditivação fica novamente fora do contexto funcional correto e o que se vê, por exemplo em testes de envelhecimento acelerado com mais horas de resistência do que se poderia querer em função da utilização e função, atentando para que na formulação existe um valor ótimo para cada produto ou função orgânica especifica, não adiantando colocar a mais que o ótimo de aditivos proporcionalmente, e isso só se consegue saber testando e caracterizando o material e produto em simulações artificiais ou naturais, bem como testes de calor e de resistência mecânica e fluência.

Aditivos, em geral, correspondem a cerca de 2% da formulação em um produto, porém, sua correspondência em termos de custos varia grandemente em função do grade e do fabricante utilizado e não raras as vezes correspondem a até 1/3 do custo da peça.

Por essa razão a necessidade de haver um critério de excelência e testes na realização da especificação da resistência às intempéries, à solidez da cor a luz e ao envelhecimento acelerado, bem como suas propriedades mecânicas em baixas e altas temperaturas para peças plásticas, torna-se imprescindível tanto do ponto de vista funcional como do ponto de vista econômico que aliado a sua condição ambiental como VOC e toxicidade por exemplo, fazem o produto sustentável.

Saúde e sucesso!

Cai lei que proíbe sacolas plásticas no varejo em São Paulo

Posted by – 25 de novembro de 2011

Reproduzo aqui a reportagem da Folha de uma das maiores bobagens que se faz em nome da chamda defesa do meio-ambiente.

Não fosse imprescindível para alguma questão de saúde ou de comércio no sentido de embates fiscais ou coisa que o valha, leia-se interesses de algum setor, os “assessores” de quem faz as leis ou imaginam essas leis deviam orientar-se por ferramentas ou fazer estudos que indicassem o quanto esses “males ao meio-ambiente”, comparativamente ao que propõe, fazem e não ficar justificando o ato para encobrir a sua própria incompetência e capacidade de gestão e não orientarem corretamente a destinação final de resíduos, sacolinhas plásticas para a reciclagem e/ou sua logística reversa e/ou sua responsabilidade compartilhada.

A associação dos supermercados como Poncio Pilatos, lavou as mãos e faturam vendendo “ecobags” de maior impacto ambiental no seu ciclo produtivo que as sacolinhas, enfim vivemos por aqui!

24/11/2011 – 08h24
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO PARA A FOLHA DE SÃO PAULO

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a suspensão da lei que proíbe o uso das sacolinhas plásticas nos supermercados e no comércio varejista da cidade de São Paulo.
Com a lei sancionada em maio pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), as sacolinhas plásticas deveriam ser banidas do supermercados da cidade a partir de 1º de janeiro de 2012, tempo dado para os estabelecimentos comerciais adaptarem seus procedimentos de embalagem.

A decisão de suspender a lei foi do desembargador Luiz Pantaleão, que atendeu ainda em junho ao pedido de liminar feito pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico. O argumento é que, além de ineficaz, a lei contraria o direito do consumidor de levar os produtos comprados no comércio.

A Prefeitura de São Paulo recorreu da decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo, que só agora considerou improcedente as alegações e decidiu manter a liminar dada ao sindicato.

Segundo a prefeitura, a Procuradoria do Município vai recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal.

Costurado pela Apas (Associação Paulista dos Supermercados) no início do ano, o acordo foi visto como alternativa para contornar os questionamentos jurídicos previstos para a nova lei.Mesmo que não consiga suspender a decisão até janeiro, os principais supermercados de São Paulo fizeram um “acordo de cavalheiros” para banir o uso das sacolinhas plásticas no Estado a partir de 2012.

Em outras 20 cidades, o Sindicato da Indústria de Material Plástico teve sucesso ao entrar na Justiça com a ação semelhante para impedir a proibição do uso das sacolinhas plásticas.

Estudo inédito comprova que telhas de cerâmica são mais sustentáveis que as demais

Posted by – 5 de setembro de 2011

Danielle Souza, doutora em Engenharia Ambiental comprovou, através de um estudo inédito no Brasil realizado pela empresa canadense Quantis em parceria com a Associação Nacional da Indústria Cerâmica – Anicer, que a cerâmica vermelha leva vantagem em relação ao concreto em vários aspectos, principalmente no que diz respeito à sustentabilidade.

 Danielle apresentou dados sobre o Ciclo de Vida das telhas cerâmicas em palestra realizada nesta sexta, 26, durante o 40º Encontro Nacional da Indústria de Cerâmica Vermelha, que aconteceu em Vitória, no Espírito Santo.

 No comparativo entre os produtos, o estudo concluiu que os benefícios da utilização da telha cerâmica são muito maiores em comparação às telhas de concreto, principalmente quando se trata de mudanças climáticas, depressão de recursos e retirada de água.

 “Os dados coletados com o estudo comprovam que a telha de concreto é até três vezes mais agressiva ao meio ambiente. A fabricação da cerâmica utiliza menos água e tem um mecanismo de transporte menos agressivo, causando menos impactos ambientais”, disse.

 A realização de estudos de ACV ainda não é obrigatória e segue apenas como uma recomendação do Governo Federal para todos os segmentos da indústria brasileira.

 Neste sentido, o setor de indústrias cerâmicas está um passo à frente, demonstrando sua preocupação com questões relacionadas ao meio ambiente e sustentabilidade. “Fui procurada pela Anicer para desenvolver esse estudo, o que mostra o cuidado da associação com o conhecimento de seu produto e dos impactos ambientais causados em seu ciclo de vida”, afirmou a engenheira ambiental.

 O evento reuniu 4 mil empresários do setor entre brasileiros, gregos, italianos, alemães, espanhóis, portugueses, chineses e americanos, e movimentou a quantia de R$ 35 milhões em negócios.

Veja a reportagem original em : http://www.anicer.com.br/encontro40/index.asp?pg=blog.asp&pg2=2&idx=171&lg=

Teoria U propõe nova forma de gestão para sustentabilidade

Posted by – 17 de agosto de 2011

Com a certeza de que o futuro será muito diferente de tudo o que já vivemos até agora, a Teoria U propõe uma nova maneira de lidar com a realidade que está surgindo. Conhecida como uma tecnologia social, sua intenção é preparar os líderes para os tantos desafios que começam a aparecer e envolvem o bem-estar do planeta e das futuras gerações.

Segundo o autor Otto Scharmer, professor do MIT – Massachussets Institute of Technology, as soluções para os novos desafios já estão dentro de cada um de nós, mas precisamos abrir nosso coração para nos darmos conta delas e as colocarmos em prática, desafiando, inclusive, o que nos era dado como certo até então. As mudanças devem envolver atitudes, formas de consciência social e meios de cooperação.

“Num nível pessoal, a Teoria U ajuda as pessoas a acessarem o que há de mais autêntico em si. E isso pode ser expandido para o nível das organizações. Ficamos mais conscientes das experiências de liderança que estamos tendo em nossas vidas e podemos compartilhá-las”, diz Otto.

Ele observa que praticamente todas as organizações nas mais diversas partes do mundo enfrentam as mesmas dificuldades: a de colocar juntas todas as questões importantes e trabalhar com todas de maneira interligada – como um ecossistema – e a de fazer a transição de um aprofundamento individual para o diálogo, e do diálogo para a busca de soluções criativas. “A Teoria U nos ajuda a lidar com esses desafios de liderança”.

Sua metodologia consiste em se aprofundar e se abrir para algumas questões, se conectar com a realidade de uma maneira mais profunda, com inteligência e um desejo verdadeiro de transformação e, a partir disso, emergir com transformações. Esse movimento se assemelha ao desenho da letra U, daí o título do livro.

Otto atribuiu o sucesso de sua publicação ao fato de que os desafios que enfrentamos hoje não poderão ser resolvidos com as soluções convencionais que tínhamos até agora, sendo necessário apostar na colaboração entre diferentes atores. “Os problemas serão resolvidos por pessoas reais e não por processos”, afirma.

A Teoria U já é utilizada no Brasil pelo Instituto Ethos, no Grupo de Referência de Empresas em Sustentabilidade, e por empresas como Petrobras e Grupo Santander. O lançamento do livro foi realizado ontem, durante a Conferência Ethos 2010.

Artigo publicado no Planeta Sustentável por Thays Prado em: http://bit.ly/nfJtrA